Lágrimas de dor
Eram onze horas da noite, quando telefone tocou, quem poderia ser todos estávamos deitados, eu minha mãe, meu esposo, e minha bebezinha de seis meses, bem eu fui atender era minha sobrinha ela deu um desculpa que não me convenceu pra falar com meu esposo que é advogado.
Após desligar senti meu esposo extremamente abalado pensei que algo de muito grave pudesse ter acontecido com minha irmã mais velha.
Meu esposo disse que eu deveria ser forte pela minha filha, pela minha mãe, disse que minha irmã mais nova havia levado tiro na cabeça em uma tentativa de assalto no Tatuapé por volta das 9h e que eu não contasse a minha mãe.
Meu marido saiu e foi ao necrotério para confirmar se ela era mesma a gente fica paralisada nem acredita se é mesmo, ela era tão linda.
Eu fui forte, mas meu coração sagrava de dor e sagra até hoje quando penso que estou completamente sozinha.
No velório eu não sabia quem era quem me sentia fora do ar, minha mãe sofreu muito com a notícia que tivemos que falar depois do café da manhã, ela gritou e chorou muito foi sofrido demais.
Assim que eu cheguei ao velório à única pessoa que lembro foi do meu cunhado me abraçando porque ele não gosta de contato, mas em um momento assim a gente muda.
Com o passar dos dias você nem acredita que está que está passando por isso.
Já com os anos aumenta a saudade e a solidão começa a bater a porta, aquela sensação de que você nunca mais vai ver ou estar com a pessoa é horrível.
Sinto falta da minha melhor amiga, aquela que me amava, aquela de todas as horas, eu ainda sofro sim.
Mas sabe quando elevo meu pensamento a Deus sei que estamos juntas.
Rosangela
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